Roda do ano da Deusa

Roda do ano é a forma cíclica e espiralada do caminhar da Deusa sobre a terra, é a dança entre o sol e a lua, é o casamento sagrado entre o feminino e o masculino e a representação dos arquétipos da mulheres e do homem durante sua vida.



Na roda do ano podemos observar as mudanças cíclicas do temperamento da Deusa e do Deus entre as estações, como os ritos de passagem da terra, que marcam suas celebrações .


Dizemos celebrações ou sabat/sabbat, pois a cada mudança de estação é tempo de celebrar, pois sempre ganhamos ou aprendemos com algo.



Significado de Sabbat/Sabat
Do latim sabbătu-, «sábado», pelo francês sabbat, «idem»
RELIGIÃO descanso religioso, prescrito pela lei mosaica, que os judeus devem observar ao sétimo dia da semana (desde o pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado)
Na superstição popular, assembleia de bruxas, realizada à meia-noite


Sabbat maiores e os menores

Dentro das celebrações da roda do ano, temos o sabbat maiores e os menores, os menores são as estações mais conhecidas entre todos nós, *os solstícios e equinócios*, esses todos nós aprendemos na escola e também com as herança de alguma celebração familiar, e nos contos da igreja católica, com a criança prometida que nascia no solstício de inverno na noite mais fria e longa do ano, que no hemisfério norte é 21 de dezembro e nesta mesma data, celebramos Litha solstício de verão aqui no Brasil hemisfério sul, que é o máximo de nossa luz, mas isso é tema para outra discussão, que inclusive eu já trouxe em outro post, onde falamos sobre o festival da roda do ano Yule, clica aqui para ler também.



Movimento da terra



A terra como sabemos leva um ano para dar a volta completa em torno do sol, e ainda de forma de elipse , dando origem as estacões do ano a roda do ano da deusa e ano novo, que significa que a terra finalizou a usa roda e começa outra, sempre em seu eterno ciclo.




Veja as celebrações dos sabbat menores


  • Ostara - equinócio de primavera - 21/09/20

  • Litha - solstício de verão - 21/12/20

  • Mabon - equinócio de outono - 20/03/21

  • Yule - solstício de inverno - 21/06/21


Agora as celebrações dos sabbat maiores

correspondem ao antigo calendário gaélico


O gaélico era o povo celta ou gael, que viviam na Irlanda aproximadamente 500 a.C. dando origem ao povo irlandês e ao mundo de conexão com os elfos, fadas e as pedras sagradas.
  • Beltane - 31/11/20

  • Lammas - 02/02/21

  • Samhain - 01/05/21

  • Imbolc - 01/08/21


Dentro dos estudos do método da Gineterapia, trazemos os arquétipos da Deusa dentro dos sabbats maiores.


  • Imbolc - Menina

  • Beltane - Donzela

  • Lammas - Mãe

  • Samhain - Anciã

Nos acompanhe aqui no site e veja a história, aspecto da deusa, rituais, pedras, ervas e como se conectar a cada celebração de forma mais profunda.


E se voce ainda nao esta no grupo do telegram, clica aqui https://t.me/gineterapia para participar de nossas celebrações gratuitas e aprofundar nossos estudos sobre o Caminhar da Deusa durante o ano


Nosso próximo encontro já está marcado, em Ostara, te espero no chat do canal da Gineterapia, onde os links dos encontros são sempre enviados por la, combinado?




Vamos nos aprofundar um pouco mais sobre o tema


Como foi o processo de nos conectarmos com a roda do ano?


Há muito tempo atrás, a humanidade via a Terra como a representação da Grande Mãe, a senhora que tudo dá e também que tudo tira, a deusa do nascimento, crescimento, florescimento e da morte. Tudo vem dela e tudo volta para ela. Uma deusa andrógina, que se auto fertiliza e carrega dentro de si a harmonia do feminino e do masculino, dando a luz ao Deus Sol, que logo cresce e se transforma em seu companheiro amoroso, a engravida e depois morre. Porém, deixa sua semente de vida no ventre da Grande Mãe, iluminando a esperança de luz e calor no mundo, voltando a nascer, crescer e morrer em um ciclo sem fim de vida-morte-vida.



Nossa ancestralidade e a Roda do ano.



Nossos ancestrais tinham uma grande dificuldade para conseguir alimento, abrigo e água fresca. Eles deveriam estar sempre em alerta, para sentir a menor diferença na brisa ou o amarelamento das folhas à sua volta. Tudo deveria ser muito bem observado, pois sua segurança dependia disso. Dessa forma, desenvolveram uma grande sensibilidade com os efeitos naturais e climáticos de cada região. A contemplação do sol e da lua, lhes davam referência de como seria aquela estação e de como eles poderiam se preparar, e o que poderiam esperar dela. Suas preocupações sobre o momento eram onde caçar, plantar, montar abrigos... Tudo isso dependia de uma boa leitura do tempo e das estrelas.

Eles viam a Terra como uma grande roda circular, e usavam sua mente subconsciente para se conectar em seu tempo de ciclo de vida-morte-vida. A vida nascia e passava por ciclos e ritos de passagem, como o de uma mulher, e novamente voltava a morrer, dando espaço para a nova vida então ressurgir.




Ver a natureza como uma Grande Mãe geradora e nutridora ajudou esses povos a ver a mulher como sagrada e nutridora também. Assim como a Grande Mãe, que passa por seus processos de vida na primavera e logo começa a morrer no outono, a mulher também passa pelos mesmos processos durante o mês, sendo eles ligados pelos ritmos da Terra e também da lua.



Mensagem para você

Viva conectada(o) com a mãe de todas as origens, viva os seus ritmos naturais e os abençoe a cada estação. Sinta seu sabor a cada fruta da época e entenda que tudo tem um processo, e que precisamos ter a paciência necessária para poder desfrutar de cada coisa.


Você sabe quais são as frutas da estação da sua cidade?

Te convido a observar os bosques, parques e a feira de sua vizinhança e tentar se sintonizar com essas frutas, que estão cheias de mensagem de cura e amor.




UMA SÍNTESE DO QUE VAMOS ESTUDAR NESTA RODA DO ANO

Os demais arquétipos dos sabbats menores ( são estudos do festival da deusa, com a metodologia da gineterapia e da Miranda Gray)




Imbolc

A Deusa agora renasce como uma menina, trazendo o frescor da Terra, reanimando a Terra, acordando os animais e trazendo com ela a conexão primordial, o saber puro, a inocência da vida, a célula semente da Terra. A síntese de todos arquétipos passados se renova, nascendo como a promessa da vida.


  • Menina;

  • Ar;

  • Leste;

  • Lua nova;

  • Amanhecer;

  • Momento em que a mulher está terminado sua lua;


Ostara

Chegou a primavera e, com ela, a Deusa cresceu e transformou-se em uma bela Donzela, que quer saber e conhecer o mundo pelos sentidos do seu corpo. Ela floresce, cresce sua visão de vida.

  • Donzela;

  • Fogo;

  • Sul;

  • Lua crescente;

  • Equinócio de primavera;

  • Meio-dia;

  • Momento pós-lua;


Beltane

A Deusa donzela está pronta para seu encontro com o Deus. Sua energia é complementar à energia do seu amado e os dois se unem neste festival. Ela também descobre o casamento interno com ela mesma e todas suas necessidades como mulher. E, então, descobre no seu amado uma oportunidade para seguir evoluindo em um casamento a dois.


  • Sacerdotisa;

  • Fogo;

  • Sul;

  • Lua crescente;

  • Meio-dia;

  • Momento pós-lua;


Litha

A luz do sol predomina e chegamos ao clímax da natureza no solstício de verão. A deusa está grávida, carrega dentro de si a semente do sol, que neste momento, já começa a declinar, ofertando o melhor de si para a Terra, produzindo os melhores frutos para a próxima colheita.

  • Rainha;

  • Fogo;

  • Sul;

  • Lua cheia;

  • Solstício de verão;

  • Meio-dia;

  • Momento da ovulação;


Lammas

A Deusa agora é mãe e ela cuida de todos os seus filhos, dando-lhes muita fertilidade, abundância e alegria por viver nesta Terra, que está cheia de vida.

  • Mãe;

  • Água;

  • Oeste;

  • Lua cheia;

  • Crepúsculo;

  • Momento da ovulação;



Mabon

A Feiticeira comanda os mistérios da materialização na Terra. Envolta no oceano escuro das possibilidades, ela prepara os 04 elementos para recomeçar sua jornada de destruicão e criação.

  • Feiticeira;

  • Água;

  • Oeste;

  • Lua minguante;

  • Equinócio de outono;

  • Meia-noite;

  • Momento pós-ovulação;



Samhain

Aqui, a deusa finaliza seu processo dentro da Roda do Ano, como a face da Deusa Anciã, sendo esse o terceiro e último Festival da Roda do Ano, o ano novo celta, sendo representado pela:

  • Anciã;

  • Terra;

  • Norte;

  • Lua nova;

  • Meia-noite;

  • Momento em que a mulher está lunando;


Yule

Neste momento, a esperança do retorno da luz do sol guia a humanidade, ao mesmo tempo em que vamos ao encontro da noite mais longa do ano. Começa, no mesmo momento, o retorno da luz, diminuindo as sombras do inverno. Somos ancorados pela Deusa no seu aspecto Xamã, que recebe a iluminação direta do céu para a transformação da vida na Terra, com a chegada da menina.

  • Xamã;

  • Terra;

  • Norte;

  • Lua nova;

  • Solstício de inverno;

  • Meia-noite;

  • Momento em que a mulher está lunando;




Estude a Roda do Ano e a Roda do Feminino dentro dos ensinamentos sagrados, pois tudo que está na natureza reverbera dentro de uma mulher. Nós mulheres carregamos dentro de nós os ensinamentos que foram passados de geração em geração, assim como as pedras que carregam dentro de si toda a memória da Terra. Ser mulher é ter uma grande capacidade de conexão natural com a Grande Mãe, pois somos reflexos de seu poder.


Referência: Gray, Miranda Lua vermelha

e Festival da Deusa Brasil


Escrito pela gineterapeuta

Claudiane Pires

Sabbat Imbolc

Lua cheia em peixes









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