MATERNIDADE CONSCIENTE: NA BUSCA DO ELO PERDIDO

Atualizado: Abr 17

Tudo que é perdido será reencontrado numa nova forma

Não é fácil ser mãe nestes momentos de transição. A quebra do elo entre a mãe e a filha vai além do relacionamento de uma mulher com sua mãe pessoal.

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Parte do desequilíbrio de valores da nossa cultura que exaltam o masculino em todas as ordens.

Nessas regras baseia-se também o modelo da super-mulher do nosso tempo que promete às jovens “ter tudo”: realização econômica, profissional, casamento estável, maternidade satisfatória. Tarefa de heroínas que lutaram para não se parecer em nada com as mães dos anos 50, sem liberdade, deprimidas, fazendo-se de vítimas e dependentes dos homens. Mas hoje, cansada, estressada, sem tempo para si e igualmente insatisfeita, a Filha retoma o caminho de volta para o Lar na busca da Mãe que nunca teve, de um novo modelo de mulher que está começando a emergir das profundezas de seu próprio inconsciente.

AQUELA HISTÓRIA

A descoberta dos anticoncepcionais e o rápido progresso da tecnologia doméstica, desde a Segunda Guerra Mundial, tiveram um enorme impacto sobre a vida das mulheres. Durante as duas décadas seguintes, a liberdade de escolher a gravidez e cortar o tempo gasto no trabalho doméstico levaram as mulheres para o mundo dos homens. Gradualmente começaram a desvalorizar a vida do lar e a maternidade, apesar das suas necessidades instintivas, transmitindo esta rejeição para suas filhas.  A educação para ambos os sexos se transformou no ensino de qualificações com base em aptidões científicas e racionais. Intuição, sentimento, subjetividade, capacidade de se relacionar, reações emocionais e outros traços associados com o feminino foram reprimidos e desvalorizados. No final dos anos 50, o modelo da esposa/mãe gentil, dependente e submissa já tinha se tornado obsoleto. Nos anos 60 e 70 as mulheres esperavam alcançar o autovalor e independência dos quais suas mães tinham sido privadas. Isto também significava a rejeição do casamento tradicional e da dependência em relação aos homens para a segurança econômica e social. Também nestes anos o movimento feminista ofereceu um sistema de apoio para as mulheres que viviam à sombra dos homens.     Donas de casa e mulheres sem profissão puderam se expressar mais livremente e começaram a sentir confiança em si mesmas, aprendendo a viver sem tanta aprovação masculina. Mas algumas degeneraram numa postura radical, identificando-se com aquilo que combatiam. Esforçando-se por não se parecer em nada com as suas mães, muitas jovens chegaram a agir como homens, medindo sua auto-estima e valorização de acordo com os padrões masculinos de produtividade. Assim chegamos à executiva “mulher-maravilha” dos anos 80, super-exigida, sentindo que nunca faz o suficiente. Subindo na escalada profissional e econômica, mas sentindo-se escrava do relógio, estressada, vazia, estéril e sem amor. 

AGORA OU NUNCA

A mulher dos anos 90 quis re-conectar-se com sua feminilidade reprimida e ferida. Começou a questionar sua vida e suas insatisfações mais profundamente que as gerações anteriores. O preço do sucesso no mundo masculino foi a separação do corpo, das emoções e da natureza. A perda do centro de poder e da ligação adequada com as forças que podem nutrir o eu feminino. Agora começa o caminho de volta ao Lar. Recuperar, recobrar, reaprender. No começo da Era de Aquário vamos tomando consciência da destruição dos valores egocêntricos e da emergência dos valores transpessoais. O grupo e a união estão re-valorizando-se acima do individualismo e a Natureza está sendo novamente sacralizada. A Nova Mulher sente a necessidade de reencontrar sua integridade psíquica, de mergulhar nas profundezas de seu próprio ser, para ligar-se com a raiz do seu gênero e voltar a parir sem dor. Parir-se a si mesma a princípio e à sua mãe e às suas avós. Procurar “uma nova forma, uma nova maneira” até encontrar o elo que a conecte com a Grande Mãe. Mulher do Futuro que já existiu no Passado e está voltando no Presente. Roda da Vida que se equilibra a si mesma. Mitos, poesia, música são a linguagem da mulher e do hemisfério direito do cérebro. Entrando neste mundo mágico, dimensão mais sutil, de maior beleza, vamos abrindo as portas do Terceiro Milênio. Nós, as mulheres do Novo Tempo,  queremos relaxar. Amar a nós mesmas e valorizarmo-nos pelo que somos,   não pelo que fazemos. Celebrar, criar, desfrutar, partilhar. Desintoxicar nosso corpo porque ele é o assento do espírito no mundo material. Sentirmo-nos vida dentro da Vida Planetária, a Filha na Mãe, reproduzindo-se num modelo cada vez mais pleno e feliz que transcende os tempos. 

E a partir desta consciência convidar aos homens a perpetuar a espécie. 

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